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25 de out. de 2014





O Barcelona já teve seu dia de olé.

Em San Mamés.

Mítico território do meu Athletic.

O Barcelona se debatia em crise política.

Guerra civil dentro do clube.

O craque Martí se machucou na primeira etapa.

Aos dezoito minutos quando o jogo estava 2x1.

Pronto.

O dilúvio teve início nos pés de Iraragorri e Lafuente.

O primeiro tempo terminou 6x1.

Seis vira?

Doze acaba!

Foi a maior derrota do Barcelona na história.

Tão grande que a diretoria se reuniu e decidiu tomar vergonha na cara...



1 de jan. de 2013





Publicada originalmente na Folha da Manhã em 1931.

A propaganda é melancolicamente profética.

O inferno?

Seria emblematicamente representado pela suástica.

Em seus 1500 graus centigrados.

A propaganda do óleo alemão demonstrava.

Hitler e o Partido Nazista tinham vindo pra ficar...


9 de nov. de 2012






O crack da Bolsa de Nova York explode em cheio sobre o 'assucar' pernambucano e o café paulista. Washington Luís garante que aquilo tudo era nuvem passageira, mas a Revolução de 30 chegou, com os ventos do assassinato de João Pessoa na Confeitaria Glória e as promessas de combate às oligarquias e corrupção nas palavras de Getúlio Vargas.

O Recife estava em chamas. A polícia do governador Estácio Coimbra mandou bala na multidão que protestava contra o assassinato do político paraibano. O povo saiu às ruas para se despedir do corpo de João Pessoa na Estação Central. O futuro mártir seria sepultado em sua terra natal, enquanto a República Velha agonizava.

Em outubro, dois meses após o ato tresloucado de João Dantas, Juarez Távora cerca o Palácio do Governo com suas tropas. O governador foge num rebocador levando consigo o jovem secretario, Gilberto Freire. Tropas paraibanas avançam sobre Pernambuco. Tropas sulistas marcham sobre a capital federal.

Carlos de Lima Cavalcanti assume como interventor. Getúlio amarra seus cavalos no obelisco carioca. O Torre, líder do certame inacabado, é declarado campeão pernambucano e estamos conversados.

O América vivia a época do goleiro Pereirão e dos irmãos Leça: Ciryl, Eric e Ralph. A conquista do campeonato pernambucano era um sonho impossível – Torre e Santa Cruz eram a bola da vez – porém, o time não se deu por achado, levando dois troféus de campeão do Torneio Início pra casa indiferente aos rumos da política.

Em abril de 1930, o conjunto americano sobrepujou o Náutico por 1 a 0 na finalíssima, exatamente na véspera do aniversário de vinte e nove anos dos veteranos de Rosa e Silva. Foi uma verdadeira ducha no chopp alvirrubro com direito a gozação em toda a cidade.

O mesmo resultado voltou a se repetir um ano depois, no dia 12 de abril de 1931, quando o América despachou os Timbus na abertura do Torneio Início de 1931. Este foi um dia memorável na Estrada do Arraial, pois se comemoravam dezessete anos da fundação do João de Barros, precursor do América.


3 de nov. de 2012




Amanhã no Diario de Pernambuco.

Bela matéria do jornalista Lucas Fittipaldi.

Sobre os 90 anos do Israelita Sport Club.

Clube composto por atletas judaicos.

Participante dos estaduais de 1931/32/33.

A matéria?

Merece nota 10!!!!

É dessas de tirar o chapéu pra quem curte história do futebol...

23 de set. de 2012





Por ROBERTO VIEIRA      


Claro.

Teve um Quadrangular mequetrefe* em Belo Horizonte.

Mas decisão mesmo nesses quase cem jogos?

Apenas no dia 6 de maio de 1931.

Diante do General Severiano lotado.

Apinhado de botafoguenses e alguns torcedores do Corinthians.

Mas nada que lembrasse a invasão de 76.

Os gloriosos alvinegros disputavam a Taça Rio-São Paulo.

Efêmero mas importante torneio entre os campeões estaduais.

O Corinthians com a mão na taça.

Metera 2x0 dias antes na Paulicéia.

Corinthians de Filó, Rato, Del Debbio e De Maria.

Filó que seria o primeiro brasileiro campeão mundial de futebol.

Cracaço.

Mas a prudência mandava ingerir altas doses de caldo de galinha.

Pois no Botafogo jogavam Nilo e Dr. Carvalho Leite.

Artilharia da pesada para o arco de Colombo.

Prudências à parte, tudo começou muito bem naquela noite carioca.

Filó cobrou escanteio na cabeça de Napole.

Timão 1x0.

Festa italiana mosqueteira.

Pois é.

E foi só.

Nilo empata o jogo antes do intervalo.

O Botafogo sai furibundo.

Pra voltar na segunda fase impiedoso.

Nilo desempata.

O árbitro paulista Silvestre Teixeira deixa de marcar pênalti de Grané.

A torcida vaia o árbitro paulista.

O Corinthians não sabe se defende a vantagem na melhor de três.

Carvalho mete o terceiro.

Paulinho pra Ariza pra Nilo: 4x1.

Paulinho assinala o quinto.

Colombo é sacado pra entrada de Tuffy.

Tuffy nem respira e toma o sexto em rush de Nilo.

Carvalho dá uma finta de corpo em Grané e tome sete!

Filó diz que vai embora pra Itália.

O Botafogo toca a bola enfim satisfeito e leva a taça.

Lá se vão 81 anos.

81 anos da maior goleada do Botafogo sobre o Corinthians.

* mequetrefe meio que virou palavra da moda...

21 de set. de 2012





Lauro Borba não foi eleito.

Chegou na onda da Revolução de 30 e na queda de Estácio Coimbra.

Mas trouxe consigo a vontade de embelezar o Recife.

Fato desconhecido atualmente pelos nossos gestores.

Lauro Borba contratou o arquiteto Nestor de Figueiredo.

O Recife reviveu seus dias de juventude.

E se preparou para a chegada do jovem Burle Max tempos depois.

Recife que já se acostumava com a ditadura impondo seus mandatários...


7 de set. de 2012





A Hungria seria uma das potências do futebol mundial nas próximas décadas.

Exportadora de craques e técnicos.

Vice mundial em 1938 e 1954.

Em julho de 1931,

O Ferencvaros visita o Brasil.

Estreando contra um selecionado brasileiro.

Um selecionado que era mais um arranjadinho paulista-cariocas.

O campo do Palestra Itália lotado.

Domingos da Guia dominou os atacantes magiares.

Com o olhar.

Preguinho deslumbrou os paulistas no ataque ao lado de Theóphilo.

Mas a grande surpresa foi Nico do Juventus.

Sentindo-se a vontade ao lado do grande Ministrinho.

Nico meteu dois gols nas redes húngaras.

O esquadrão europeu com suas roupas coloridas dançou.

Perdeu de goleada: 6x1.

Sinal que a política já era forte na época.

Preguinho e Theóphilo foram sacados no final da partida.

Afinal de contas.

Os corintianos De Maria e Rato tinham que jogar...