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25 de jul. de 2013





Vinte e poucos anos após os primeiros chutes.

O futebol pernambucano já forma seleções nas faculdades.

No dia 8 de outubro de 1927, a seleção de medicina vai a campo pra ganhar um tutu para a Policlínica de Pernambuco.

Em tempo.

A Faculdade de Medicina de Pernambuco tinha apenas sete anos de idade.



19 de jul. de 2013







Era o primeiro grande Santos da história. 

Um ataque arrasador com Camarão, Siriri, Feitiço e Araken Patuska.

Capaz de romper qualquer defesa do planeta. 

O América vivia o fausto do título de 1927.

Embora estivesse em franca decadência naquele setembro de 1928. 

Para espanto da imprensa, os americanos do Coronel Seixas anunciaram a vinda do grande Santos a Pernambuco para testar a força do campeão do Centenário.

A partida nunca chegou a ocorrer. 

Ficou apenas a manchete e imaginação dos torcedores da época. 

Imaginação que correu solta.

O Santos de Feitiço era o Santos dos cem gols no certame paulista de 1927. 

Feitiço que foi craque especialista nas 'bicudas'. 

Naquele ano santo praiano, o alvinegro foi campeão da Taça Cruz Azul contra o Palestra Itália, 

da Taça da Vitória, na inauguração do estádio de São Januário (5 a 3 sobre o Vasco da Gama) 

e Taça América F.C. 

Batendo o Mequinha carioca.

Mas o jogo ficou na imaginação.

A história do futebol deixou de presenciar um encontro espetacular. 

Os pentacampeões pernambucanos versus o primeiro ataque antológico do Santos. 

Difícil dizer quem seria o vencedor, ou melhor, vencedor seria o próprio futebol.



29 de jan. de 2013







José Tasso foi o primeiro fora-de-série do futebol pernambucano. Artilheiro do certame de 1918 com dezoito gols, a falta de registros sobre grande parte dos jogos na infância do nosso futebol nos impede de informar quantas vezes ele balançou as redes adversárias. Com certeza mais de cem gols em certames estaduais, o que torna José Tasso dos maiores goleadores em nossa história, principalmente quando sabemos que se jogava muito menos naqueles tempos romanticos.

Porém, José Tasso foi muito mais que um simples artilheiro. Sua presença brilha espetacularmente em todos os cinco primeiro títulos estaduais do América. Em 1918, lá está Tasso balançando as redes do Sport na última partida do campeonato, fato que se repete no ano seguinte diante do Torre. Tasso também estufa as redes do Leão na abertura do estadual de 1920, mas não pode comemorar o tricampeonato, pois o clube briga com a Liga e se afasta até 1921.

Pois em 1921, José Tasso volta endiabrado. Jogando até mesmo de zagueiro contra o Varzeano, sua garra e genialidade devolvem o cetro de melhor equipe pernambucana ao grêmio esmeraldino. No ano seguinte, sua marca está estampada nos barbantes do Peres e na resistência heroica diante dos desesperados rubro-negros no famoso Jogo dos Oito Minutos.

Quatro vezes campeão. 

Marcas do tempo em centenas de pontapés adversários. 

José Tasso quer se despedir em alto estilo e consegue. 

Marcando um tento no jogo final do campeonato de 1927 - vitória de 2 a 1 sobre o Torre de Valença, Hermínio e Juquinha.

Pentacampeão. 

Glória alviverde. 

José Tasso é o grande símbolo do esquadrão Campeão do Centenário.


2 de dez. de 2012







José Tasso foi o primeiro fora-de-série do futebol pernambucano. Artilheiro do certame de 1918 com dezoito gols, a falta de registros sobre grande parte dos jogos na infância do nosso futebol nos impede de informar quantas vezes ele balançou as redes adversárias. Com certeza mais de cem gols em certames estaduais, o que torna José Tasso dos maiores goleadores em nossa história, principalmente quando sabemos que se jogava muito menos naqueles tempos românticos.

Porém, José Tasso foi muito mais que um simples artilheiro. Sua presença brilha espetacularmente em todos os cinco primeiro títulos estaduais do América. Em 1918, lá está Tasso balançando as redes do Sport na última partida do campeonato, fato que se repete no ano seguinte diante do Torre. Tasso também estufa as redes do Leão na abertura do estadual de 1920, mas não pode comemorar o tricampeonato, pois o clube briga com a Liga e se afasta até 1921.

Pois em 1921, José Tasso volta endiabrado. Jogando até mesmo de zagueiro contra o Varzeano, sua garra e genialidade devolvem o cetro de melhor equipe pernambucana ao grêmio esmeraldino. No ano seguinte, sua marca está estampada nos barbantes do Peres e na resistência heroica diante dos desesperados rubro-negros no famoso Jogo dos Oito Minutos.

Quatro vezes campeão. Marcas do tempo em centenas de pontapés adversários. José Tasso quer se despedir em alto estilo e consegue. Marcando um tento no jogo final do campeonato de 1927 - vitória de 2 a 1 sobre o Torre de Valença, Hermínio e Juquinha.

Pentacampeão. Glória alviverde. José Tasso é o grande símbolo do esquadrão Campeão do Centenário.


8 de nov. de 2012








O jornal Estado do Pará acabara de ser empastelado sob as ordens do Governador Dionysio Bentes. A Sra. Florence Kapp, primeira mulher a exercer o cargo de secretario de estado em Nova York, estava sendo acusada do desvio de cento e noventa e sete mil dólares de fundos pertencentes ao Tesouro americano. O América sonha reaver a supremacia do futebol pernambucano. Depois do tricampeonato rubro-negro, muita gente dizia que o clube da Jaqueira não era de nada.

Foi assim que no dia 13 de maio, o América deu a largada no sonho de conquistar seu quinto título estadual, empatando em 1 a 1 contra o Santa Cruz. A sensação da partida foi a participação, no alviverde, do grande arqueiro Ilo Just, lenda coral, diante do seu antigo clube. Na sequencia, o América passou pelo Náutico, Torre e Equador sem tomar nenhum gol – fato quase inacreditável naqueles anos de futebol ofensivo - Ilo justificando, sem trocadilho, a sua contratação.

No dia 17 de julho, o Coronel Seixas inaugura as arquibancadas do Estádio da Jaqueira, futuro palco das exibições da seleção brasileira em Recife no ano de 1934. Em campo, o América empata em 1 a 1 com o CSA, José Tasso recordando a lição aprendida em Alagoas na excursão de 1923. Apesar do timaço montado para ser campeão, o certame estadual muitas vezes surpreende os favoritos; em duas rodadas dantescas, o América perde por 3 a 2 para o Flamengo e por 2 a 0 para o Sport. O Coronel Seixas chama o grupo às falas e promete: “O América não perde mais!”
O América dá o troco no Sport por 3 a 0, goleia o Flamengo por 4 a 0 e deixa o Santa Cruz na saudade por 2 a 0.
O último obstáculo é o Torre na última rodada, 22 de janeiro de 1928, a equipe esmeraldina escalada com Ilo; George e Gandra; Deoclécio, Gama e Casado; Meira, Eric, Tasso, Ralf e Moacyr. Na defesa, o arqueiro Ilo Just, ídolo do Santa Cruz, justificando ser a grande contratação da temporada ao lado do zagueiro uruguaio Gandra, o qual também era o técnico da equipe, antecipando-se a chegada do treinador cisplatino Umberto Cabelli ao Clube Náutico Capibaribe nos anos 30. No ataque, o veterano Zé Tasso, fundador do João de Barros, prestes a se tornar pentacampeão pernambucano, continuando a marcar gol em cima de gol. O juiz Alcindo Wanderley, jogador do Flamengo, foi escalado para apitar o prélio e não compareceu. Durante quinze minutos as equipes confabularam sobre quem seria o novo apitador. Decidiram por Pitota, atleta do Santa Cruz.

Em campo, cenas de pugilato entre atletas resultaram na expulsão de quatro atletas: Meira e Casado do campeão do centenário e Hermínio e Osvaldo do Torre. Jogando com autoridade, na bola e na pancada, o América triunfou por 2 a 1. Na tribuna do estádio da Jaqueira, o Coronel Seixas sorria satisfeito.

Promessa feita, promessa cumprida.

Como detalhe, fato corriqueiro naqueles anos de paixão pelo clube e pelo futebol, nada menos que cinco jogadores do América eram irmãos. Ralf, Harry, Eric, Cyril e Jorge, filhos do saudoso Ernesto Leça. Além deles, havia também Deoclécio, filho adotivo de Ernesto.