Mostrando postagens com marcador 1918. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1918. Mostrar todas as postagens

29 de jan. de 2013







José Tasso foi o primeiro fora-de-série do futebol pernambucano. Artilheiro do certame de 1918 com dezoito gols, a falta de registros sobre grande parte dos jogos na infância do nosso futebol nos impede de informar quantas vezes ele balançou as redes adversárias. Com certeza mais de cem gols em certames estaduais, o que torna José Tasso dos maiores goleadores em nossa história, principalmente quando sabemos que se jogava muito menos naqueles tempos romanticos.

Porém, José Tasso foi muito mais que um simples artilheiro. Sua presença brilha espetacularmente em todos os cinco primeiro títulos estaduais do América. Em 1918, lá está Tasso balançando as redes do Sport na última partida do campeonato, fato que se repete no ano seguinte diante do Torre. Tasso também estufa as redes do Leão na abertura do estadual de 1920, mas não pode comemorar o tricampeonato, pois o clube briga com a Liga e se afasta até 1921.

Pois em 1921, José Tasso volta endiabrado. Jogando até mesmo de zagueiro contra o Varzeano, sua garra e genialidade devolvem o cetro de melhor equipe pernambucana ao grêmio esmeraldino. No ano seguinte, sua marca está estampada nos barbantes do Peres e na resistência heroica diante dos desesperados rubro-negros no famoso Jogo dos Oito Minutos.

Quatro vezes campeão. 

Marcas do tempo em centenas de pontapés adversários. 

José Tasso quer se despedir em alto estilo e consegue. 

Marcando um tento no jogo final do campeonato de 1927 - vitória de 2 a 1 sobre o Torre de Valença, Hermínio e Juquinha.

Pentacampeão. 

Glória alviverde. 

José Tasso é o grande símbolo do esquadrão Campeão do Centenário.


2 de dez. de 2012







José Tasso foi o primeiro fora-de-série do futebol pernambucano. Artilheiro do certame de 1918 com dezoito gols, a falta de registros sobre grande parte dos jogos na infância do nosso futebol nos impede de informar quantas vezes ele balançou as redes adversárias. Com certeza mais de cem gols em certames estaduais, o que torna José Tasso dos maiores goleadores em nossa história, principalmente quando sabemos que se jogava muito menos naqueles tempos românticos.

Porém, José Tasso foi muito mais que um simples artilheiro. Sua presença brilha espetacularmente em todos os cinco primeiro títulos estaduais do América. Em 1918, lá está Tasso balançando as redes do Sport na última partida do campeonato, fato que se repete no ano seguinte diante do Torre. Tasso também estufa as redes do Leão na abertura do estadual de 1920, mas não pode comemorar o tricampeonato, pois o clube briga com a Liga e se afasta até 1921.

Pois em 1921, José Tasso volta endiabrado. Jogando até mesmo de zagueiro contra o Varzeano, sua garra e genialidade devolvem o cetro de melhor equipe pernambucana ao grêmio esmeraldino. No ano seguinte, sua marca está estampada nos barbantes do Peres e na resistência heroica diante dos desesperados rubro-negros no famoso Jogo dos Oito Minutos.

Quatro vezes campeão. Marcas do tempo em centenas de pontapés adversários. José Tasso quer se despedir em alto estilo e consegue. Marcando um tento no jogo final do campeonato de 1927 - vitória de 2 a 1 sobre o Torre de Valença, Hermínio e Juquinha.

Pentacampeão. Glória alviverde. José Tasso é o grande símbolo do esquadrão Campeão do Centenário.


31 de out. de 2012






O mundo respira um breve instante de paz ao final da Primeira Guerra Mundial. Tudo bem que a guerra terminara por causa de uma gripe, mas qualquer paz é melhor que a melhor das guerras. Enquanto o mundo contabiliza seus mortos preparando novas trincheiras, o futebol pernambucano realiza seu primeiro grande mergulho no profissionalismo.


O América sentira o gosto suave de ser campeão. O Coronel Seixas nem pensou duas vezes e contratou mais dois profissionais para sua equipe: Fernando Peres, irmão do Peres de 1918, e Salerno. 

Numa campanha fulminante que só encontrou rival no Sport – outro clube pernambucano que aderiu ao profissionalismo – o América pulverizou os adversários. 

O Peres levou de quatro, o Santa Cruz, de cinco, o Varzeano, de seis. 

Na última partida diante do Torre, no dia 23 de novembro de 1919, o América brincou de gato e rato. Com vinte minutos do primeiro tempo já estava 2 a 0 – dois gols de Peres I. Antes do intervalo, o placar registrava 5 a 0 – mais dois tentos de Peres I e um de Zé Tasso. A segunda etapa foi apenas bola de pé em pé sem intenção de humilhar o adversário.

Como os recursos contra contratações de profissionais pelo América e pelo Sport inundaram a Liga, o clube do Coronel Seixas só foi proclamado bicampeão de fato no dia 13 de dezembro de 1919.

E o América deixava a pergunta no ar: quem seria capaz de deter Zé Tasso e Cia.?

O TROFÉU DE 1919



30 de out. de 2012





O América não estava de brincadeira e queria a todo custo se sagrar campeão pernambucano pela primeira vez. Na presidência do clube, o Coronel Seixas decidiu abrir a boca do cofre contratando os profissionais Alex, Bermudes e Peres para fazer companhia ao fenomenal garoto Zé Tasso. Comandando o timaço fora das quatro linhas, isso depois de brigar com os antigos companheiros do Sport Club do Recife, estava ninguém menos que Guilherme de Aquino Fonseca, o rubro-negro que introduziu o futebol em Pernambuco.

A equipe iniciou o certame de 1918 goleando impiedosamente o Náutico: 10 a 1. O resultado não foi obra do acaso. O Flamengo, primeiro campeão pernambucano, apanhou de 3 a 1. O bicampeão Sport foi massacrado por 6 a 1. Pra quem era ligado em futebol, não havia dúvida: 1918 era o ano do América e as vitórias foram se sucedendo, até que ocorreu o inesperado: a Gripe Espanhola. 

O certame ficou paralisado durante três meses - o noticiário fúnebre substituindo as manchetes sobre a guerra, o vírus da gripe atingindo milhões de pessoas em todo o mundo. No dia 27 de novembro de 1918, em pleno sofrimento causado pela Gripe Espanhola, chega ao Recife a notícia do assassinato, no município fluminense de Campo Belo, de Belfort Duarte. O América reúne suas forças e busca dedicar seu primeiro título estadual ao antigo ídolo.

Na volta do campeonato, em dezembro de 1918, um cochilo e o América perde sua invencibilidade diante do Santa Cruz, no dia de Nossa Senhora da Conceição. Porém, uma equipe capaz de marcar quarenta e quatro gols em dez partidas não deixaria o título escapar entre seus dedos, assim sem mais nem menos. Duas semanas depois, show de Zé Tasso marcando seis gols e nova goleada, desta vez sobre o Torre por 10 a 1. Foi a partida que garantiu a posse da taça.

A última contenda contra o Sport, em janeiro de 1919, foi apenas para cumprir tabela. Os rubro-negros haviam importado o uruguaio Pedro Mazullo sonhando estragar a festa americana. Mesmo assim, o América entrou com tudo no campo da Avenida Malaquias, estádio do Leão, para que não restassem dúvidas sobre a melhor equipe.

Torre lança Juju que toca na saída de Franco: América 1 a 0. O Sport reage. Empata. Gol de Lourenço. Sonha com a vitória no intervalo, mas Peres e Zé Tasso marcam na etapa complementar: América 3 x 1 Sport.

Pernambuco tinha um novo campeão e um novo craque.