Amava o meu amor desesperado e tanto
que dele me fazia amante escravo encanto
gritava pelas noites encarnado e branco
amava o meu amor desesperado e tanto.
Mas esse meu amor foi maltratado e tanto
que dele me levaram quase todo o encanto
de todo meu amor encarnado e branco
ficou apenas essa ferida aberta em meu pranto.
Por que não dizem adeus os homens que transformaram em outono a primavera?
Por que não dizem adues os homens que trouxeram o luto a casa em festa?
Por que não dizem adeus e insistem em espalhar o sal por toda nossa terra?

Sinceramente, não é a Série B que chateia. Há vida saudável ali. Não é terra estranha. O que dói é saber que somos apenas dois mil! Apenas e tão-somente 2.000 sócios! Isso é indigno para a história do Náutico. Para o tamanho do Náutico. Para o branco, mas sobretudo para o vermelho de luta.
ResponderExcluirCada novo texto do Roberto é mais uma flexada no meu coração alvirrubro!
ResponderExcluirRoberto: No primeiro momento, o tamanho da minha mágoa foi maior do que a beleza do seu "canto". Por isso, enclausurado no meu sofrimento, não consegui desfrutar, de pronto, o prazer estético desse seu inspirado ( e sentido ) Poema. Agora, somente agora, pude admirar a magnificência da forma literária com que você expressou toda a dimensão da nossa dor. Afinal, quando nada mais nos restar, sempre haverá a Poesia. Descoberta e revelada aos pobres mortais por privilegiados como você. Esses que chamamos de Poetas.
ResponderExcluirROBERTO , PARABENS PELO POEMA, REFLETE DE FORMA BEM OBJETIVA E SUBJETIVA OS DORES QUE NOSSA ALMA ENFRENTA NOS ULTIMOS TEMPOS. RAPHAEL GAZZANEO.
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