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3 de mai. de 2013

O ADEUS DE NADO



Por ROBERTO VIEIRA             



Meu ídolo de infância.

O baixinho entortando defesas.

O irmão de Bita.

O garoto das praias de Olinda driblando coqueiros.

Um dia Nado se foi.

Seleção, Vasco da Gama, botão.

Botão de Chico Buarque.

Chico que desejava homenagear João Cabral de Melo Neto.

Botando um pernambucano na sua seleção.

João Cabral que era América.

E Nado nunca jogou no América.

Nado pelas pontas.

Nado tocando piano na concentração.

Nado apaixonado pelos filhos.

Nado que de tão bom entra no céu sem pedir licença.

Hoje.

O futebol perdeu aquele menino travesso.

Hoje.

Perdi uma parte de mim mesmo.

Uma parte que acreditava na eternidade.

Dos noventa minutos de um jogo de futebol...

8 comentários:

  1. Perde-se uma extraordinária figura humana. Fica a memória do seu futebol alegre. Futebol de dribles e jogadas de pura arte em busca do gol e da vitória que chegava com encantamento pelos lances nascidos da magia dos seus pés.

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    1. Falar mais o que ? Ainda domingo citei ele lá no facebook do Roberto. Saudades de mim!

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  2. Gilvannewton Souza3 de maio de 2013 às 13:43

    Saudades do que não vi, nem vivi.

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  3. Gilvannewton Souza3 de maio de 2013 às 13:46

    Este honrou a camisa alvirrubra. Sem dúvida um dos maiores da história !

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  4. Ulisses Braga Neto3 de maio de 2013 às 15:24

    Que momento do Nautico, heim, Mestre! Que tristeza.

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  5. Grande parte dos gols de Bita tinham origem nos cruzamentos de Nado da linha de fundo. Para chegar lá, nesse ponto quase sempre fatal para as defesas, Nado se valia da sua facilidade de drible. Tal qual Garrincha, sempre para a direita, sempre previsível, sempre inevitável. Muitas vezes ele parava em frente ao defensor e, mesmo assim, conseguia ultrapassá-lo com picardia, agilidade, rapidez. Não "enfeitava" a jogada, não fazia firulas inúteis, era objetivo e eficiente. Quando na Secretaria de Educação, atendendo a pedido dele, tive oportunidade de ajudar uma filha sua. E ele, bom caráter que era, nunca deixou de se manifestar grato sempre que me encontrava. Sem saber o quanto eu ficava honrado em ser amigo de um dos meus maiores ídolos. Grande Nado ! Espírito superior, agora brilhando nos campos do Senhor.

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  6. SE NAO ME ENGANO FOI CONVOCADO EM 66 JUNTO COM GARRINCHA, JAIR E NATAL... SERÁ QUE TINA MORAL O RAPAZ? HOJE QUALQUER CHEIRA COLA VESTE A CAMISA AMARELA.

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  7. Alexandre Carneiro Gomes4 de maio de 2013 às 10:47

    Peguei-me chorando também , mesmo sem ter conhecido Nado nem vivenciado o Hexa . Um misto de saudade do meu Pai , q muito falava dele, e "saudade-desejo" de um tempo de domínio alvirrubro q a cada dia, paradoxalmente, parece ficando mais distante.

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Comentários