Por ROBERTO VIEIRAO ritmo é perfeito.
Como o Quarteto do Imperador de Haydn.
Movimentos dos jogadores, bola na rede e voz.
Convergindo para a beleza do gol.
Hoje.
Léo Batista completa 80 anos.
Com a eternidade de quem embalou gerações nas noites de domingo.
Nas horas de oração em frente da telinha.
Ansiando pelo sagrado.
Lé Batista que estava lá.
No gênesis.
No primeiro jogo oficial de um certo Mané Garrincha.
O cara?
Já nasceu abençoado, Mestres!
Grande, Léo Batista. E a zebrinha do Fantástico. Léo e futebol brasileiro se confundem nas bolas nas redes da TV (Globo).
ResponderExcluirJoão Batista Belinaso Neto nasceu no dia 22 de julho de 1932, em Cordeirópolis, São Paulo. Filho dos imigrantes italianos Antônio e Maria Belinaso, deixou o colégio interno, aos 14 anos, para ajudar a família. Nessa época, o pai montou uma pequena pensão, na qual Léo Batista passou a trabalhar como garçom. Logo depois, ainda no final dos anos 1940, surgiu um serviço de alto-falantes em Cordeirópolis, que contratava pessoas para ler anúncios e dedicatórias de músicas. Foi assim que Léo Batista estreou em sua carreira de locutor, inicialmente como Belinaso Neto.
ResponderExcluirEm pouco tempo, passou também a participar da elaboração de noticiários e resenhas esportivas, feitos a partir de boletins informativos da BBC, da Voz da América e da Rádio Belgrano, de Buenos Aires. Foi convidado, então, em 1949, para trabalhar numa rádio de Birigui, no interior paulista, onde conseguiria sua primeira projeção profissional como locutor.
Léo Batista veio para o Rio de Janeiro em 1952, para tentar uma vaga na Rádio Clube do Brasil. Em vez disso, foi contratado pela Rádio Globo, passando a integrar a equipe comandada por Raul Brunini. Em seu primeiro trabalho na rádio, ainda como Belinaso Neto, foi locutor e redator de notícias do programa O Globo no Ar. Dois anos depois, em 1954, passou a trabalhar também na equipe esportiva da Rádio Globo, além de participar do programa Parada de Sucessos e de escrever anúncios publicitários.
Fez sua estreia como locutor esportivo em uma partida entre São Cristóvão e Bonsucesso, no Maracanã. Segundo ele, como os times não usavam números nas camisas, a transmissão da partida exigia do locutor a memorização dos jogadores, tarefa que começava bem antes dos jogos, ainda nos vestiários. Após essa transmissão, passou a adotar o nome Léo Batista, por sugestão do amigo Luís Mendes.
Léo Batista trocou o rádio pela televisão em 1955, como contratado da TV Rio. A convite de Luís Mendes, organizou e participou de todas as etapas de produção do conhecido Jornal Pirelli. Na TV Rio, além de apresentar diariamente o telejornal, participava de outros programas, transmitia futebol e comandava o TV Rio Ringue. Deixou a antiga emissora em 1968, e Cid Moreira o substituiu no comando do Jornal Pirelli.
Passou ainda pela TV Excelsior, antes de começar a trabalhar na TV Globo. Na época, toda a equipe esportiva da emissora fora deslocada para o México, onde seria realizada a Copa do Mundo de 1970. No segundo jogo da competição, quando se enfrentaram as seleções do Peru e da Bulgária, houve um problema na geração do som e foi necessário fazer a locução dos estúdios no Rio de Janeiro. A tarefa coube ao recém-chegado Léo Batista.
Pouco tempo depois, teve outra surpresa: substituir Cid Moreira em uma edição extraordinária do Jornal Nacional. Saiu-se tão bem no trabalho que foi contratado em definitivo e passou a fazer parte do quadro regular de profissionais da emissora. Durante anos, inclusive, apresentou as edições de sábado do Jornal Nacional.
...
(continuação)
ResponderExcluirIntegrou a equipe responsável pelo primeiro programa esportivo diário da TV Globo, o Copa Brasil. Dedicado apenas ao futebol, esse programa seria o embrião do Globo Esporte, do qual Léo Batista participou ativamente. Foi, ainda, o primeiro apresentador do Jornal Hoje, ao lado de Luís Jatobá, e esteve à frente de todos os programas esportivos da emissora:Esporte Espetacular, Placar Eletrônico, Esporte 90. A narração de Léo Batista se tornou característica, também, dos Gols do Fantástico, quadro do programa que exibia os lances decisivos dos campeonatos estaduais e do campeonato brasileiro de futebol. Desempenhou a função até 2007, quando foi substituído por Tadeu Schmidt.
Nos anos 2000, além de integrar a equipe do Fantástico e do Esporte Espetacular, no quadro Gol a Gol, Léo Batista passou a apresentar o quadro Baú do Esporte, exibido nos intervalos das transmissões de futebol. Entre as grandes coberturas esportivas de que participou estão a da Copa do Mundo da Alemanha (1974), da Espanha (1982) e do México (1986). Nas demais, integrou a equipe escalada para comandar as transmissões dos estúdios da TV Globo, no Rio de Janeiro. Participou, também, da cobertura das Olimpíadas de Munique, em 1972, e chegou a narrar provas da Fórmula-1.
Última atualização: 04/2012
Fonte: http://memoriaglobo.globo.com/Memoriaglobo/0,27723,GYP0-5271-256396,00.html