21 de jan de 2016






8 comentários:

  1. Bruno Rodrigo Gouveia Pereira21 de janeiro de 2016 10:33

    Não digo que chegaria a tanto, pois, assim como Lula, ainda tem muita gente honesta neste país. Felizmente.

    Lula foi o melhor presidente que este país já teve (empatado com JK), incontestavelmente. Os números de criação de postos de trabalho no seu governo são insuperáveis, e esses dados não podem ser manipulados pela mídia para a qual inclusão social passou a ser palavrão.

    Lula paga o preço por ter feito um grande governo, voltado para os mais necessitados, no país dos valores invertidos. País onde quem luta pela distribuição de renda e diminuição da desigualdade social, é taxado de demagogo e ferozmente caçado e perseguido por uma mídia completamente avessa às conquistas sociais, conseguidas à duras penas.

    Os "colaboradores" que cometeram malfeitos devem ser afastados (e presos, se for o caso), mas o projeto administrativo, voltado aos avanços sociais não pode ser simplesmente destruído, contaminado pelos erros de alguns. Repito: os malfeitores devem responder por seus atos, mas o país não deve retroceder à um modelo de gestão que contempla apenas 20% da população...

    Os malfeitos nesse país, desgraçadamente (como diz mestre Lucídio) não começaram na última década, pelo contrário, vem desde tempos remotos.

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  2. Se a pilhagem do passado justificar a rapinagem do presente então todos estão liberados pra se locupletar no futuro.

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  3. Bruno Rodrigo Gouveia Pereira21 de janeiro de 2016 17:51

    De acordo mestre Roberto. Longe de mim querer defender o indefensável: a crise moral do presente. Disse apenas que esse lamaçal vem de muito longe.

    Sendo honesto, ainda que não acredite nas tais investigações isentas, imparciais, que a mídia quer fazer crer - penso serem seletivas e muito bem direcionadas -, tal fato, ou crença pessoal, como queira, não atenua os graves erros, morais, de condução da política econômica, etc, cometidos e repetidos pelo atual governo, de forma irritantemente ostensiva.

    Entendo sua aparente desilusão com a política. Também me coloco na mesma posição, assim como a grande maioria das pessoas que não quer nem ouvir falar do tema.

    Os acontecimentos de Brasília envergonham a todos nós. PT, PMDB, PSDB, PSB... não arrisco minha mão por nenhum deles...

    Até mesmo a política clubística não tem correspondido às nossas expectativas. Se me permite a observação, já que sou adepto do Sport, e não vem mais ao caso, imagino que tenha se decepcionado com a última administração do seu glorioso CNC, que foi no meu entender razoável, flertando com o acesso à Série A, quando muitos estavam pessimistas... Talvez uma das poucas verdades do futebol é que o torcedor, de forma geral, e grande parte da imprensa não analisa trabalho, somente resultados...

    No caso do meu clube, Martorelli me parece ser um gestor diferente ao que estamos acostumados, mais profissional, que não mantém relação de cumplicidade alguma com os que se dizem torcedores; enfim, uma alternativa à dicotomia Bivar x Lacerda, que apesar dos serviços prestados, cansou a torcida do Sport... Mas é como digo, Martorelli é uma esperança de renovação nesse meio, não uma garantia...

    Infelizmente, tanto na política partidária quanto na clubística, no final das contas, quase que invariavelmente, acabamos nos frustando...

    Agradecido pelo espaço. Grande abraço!



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  4. Antonio (que não se ilude...)21 de janeiro de 2016 20:35

    somente uns 199.999.999 brasileiros

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  5. Marcelo Lins diz:
    O engraçado do Brasil é que a justificativa para tantos desmandos de ordem financeira e moral, é que tudo isso já vem lá de trás.
    Lula como presidente foi muito bom em termos de inclusão social e um governo que tirou gente da pobreza e deu dignidade, isso é incontestável, porém será que se teria o mesmo governo caso antes FHC não preparasse todas as bases para uma economia estável?
    Caro Bruno, no mundo em que vivemos é impossível termos um bom governo sem estabilidade econômica, aonde isso aconteceu?
    Digamos de uma forma resumida que temos de tirar o melhor do sistema capitalista e o melhor também de ideais socialistas.
    É quase impossível diante de tanta desonestidade que aconteceu no governo federal que Lula seja santo.
    E agora vamos aceitar desonestidade, pelo viés de um governo que fez algo?
    Aceitar isso, é uma prova inconteste de imaturidade social e um péssimo exemplo para as futuras gerações.
    Devemos buscar um País digno, com desenvolvimento econômico e social, mas com exemplos de honestidade.

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  6. Bruno Rodrigo Gouveia Pereira22 de janeiro de 2016 13:03

    Prezado mestre Marcelo, você fez uma ótima leitura das entrelinhas, resumindo bem o "xis" da questão.

    Observe que nem citei o nome de Fernando Henrique, pois apesar de ter perdido o bonde da história ao não aprofundar políticas sociais, criadas por seu governo inclusive, considero seu legado importante. Não estou entre os que fazem pouco caso da estabilidade econômica, conquistada com muita dificuldade, na sua gestão.

    Nunca defendi que se aceite desonestidade. Escrevi que o melhor remédio para o sujeito comprovadamente corrupto ou corruptor é a prisão. Entendo, todavia, que o legado de um presidente não deve ser destruído por casos de corrupção cometidos durante seu governo, a menos que se comprove sua participação direta... o que até o presente momento, apesar do esforço hercúleo de grande parte da mídia, parece não ter ocorrido...

    Santo Lula não é, de acordo, não defendo esse ponto de vista. Está longe de sê-lo, assim como Fernando Henrique, PT, PSB, PSDB, PMDB... todas essas siglas partidárias tem suas mazelas. Hoje o principal alvo está definido, amanhã pode ser outro...

    Temos uma presidentA, há 5 anos no cargo, seria então natural que o foco das investigações fosse seu governo. Penso ser necessário separar as coisas. Se cairmos na onda do achismo, nessa obsessão midiática paranóica, de ACHAR, sem comprovação alguma, que ELE foi o chefe, o mentor das diversas falcatruas cometidas, não sei onde isso vai parar...
    Portanto é de se estranhar essa situação em que o alvo principal não é o atual governo. Alguns veículos de comunicação, até já condenados por cometimento de crime eleitoral, somente descansarão de sua sanha persecutória, quando a última (e principal) cabeça rolar.

    Penso que se o objetivo da Zelotes, efetivamente, é investigar governos anteriores ao atual, que se faça uma devassa completa nos últimos 20 anos, pelo menos, para que não paire nenhuma dúvida sobre a polêmica das investigações seletivas. E que se prenda TODOS os malfeitores, indistintamente.

    Concordo contigo, prezado mestre Marcelo, Fernando Henrique e Lula tiveram sua importância, apesar das muitas queixas. O tempo fará justiça ao legado de ambos (estabilidade da economia e inclusão social, respectivamente).

    Devemos sim enaltecer os exemplos de honestidade, como bem frisaste. Desgraçadamente poucos na política brasileira nos últimos 20 anos.

    Agradeço a atenção.

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  7. Marcelo Lins diz:
    Bruno, no fundo o que queremos é um País melhor.
    E sempre enaltecendo os bons exemplos, são tantas pessoas comuns com grande exemplo de honestidade e perseverança que esquecemos de falar delas.
    Esses são no meu ponto de vista, os heróis desse Brasil.
    Um forte abraço

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  8. Bruno Rodrigo Gouveia Pereira22 de janeiro de 2016 14:08

    Verdade, Marcelo.
    Médicos, professores, agricultores, cientistas, pesquisadores (o cara que está lá esquecido, anonimamente, gastando neurônios na busca por um meio de exterminar o "mosquitinho")... esses são nossos verdadeiros heróis.
    A política partidária (e clubística) brasileira, salvo raríssimas exceções, já deu. A safra atual é péssima.
    Que o Ser superior possa iluminar e conduzir, de onde estiver, os destinos do nosso país.

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