16 de dez de 2015



Podemos discutir seus métodos,o latifúndio.

Podemos discutir seus amigos do passado.

O Franquismo.

Podemos discutir o homem.

Não podemos discutir o amor e a paixão.

O Real Madrid já existia antes de Santiago.

Mas foi o caminho de Santiago quem redefiniu a filosofia do Real.

E por extensão, a filosofia do próprio futebol mundial.

Profissionalismo era palavra antiga no futebol.

Dinheiro formava time que ganhava dinheiro e formava time.

Mas o reino do Real era coisa diferente.

O Real construiu em torno de si a imagem de uma constelação.

Um território onde o craque era o rei.

Onde a bola era tratada como objeto de arte e consumismo.

Onde tudo funcionava como uma empresa.

Santiago foi um belo jogador do Real.

Voluntarioso e campeão.

Segundo atacante, o velho 'novo' inside right.

Chutava bem em gol.

Marcou mais de duzentos gols pelo Real.

Soldado fascista.

Participou da invasão da Catalunha.

Bernabeu assumiu o Real em 1943.

Numa Espanha dividida e pobre.

Tijolo por tijolo num desenho mágico.

O Real foi reconstruído imagem e semelhança de Santiago.

Santiago, bom de negócios, não chutava mais em gol.

Santiago vislumbrou em Di Stefano, o Messias.

Di Stefano transformou em gols os sonhos do presidente.

O resto?

Puskas, Netzer, Didi, Sanchez, Zidane, Ronaldo, Roberto Carlos.

Podemos discutir seus métodos,o latifúndio.

Podemos discutir seus amigos do passado.

O Franquismo.

Podemos discutir o homem.

Não podemos discutir o amor e a paixão.

O Real Madrid já existia antes de Santiago.

Mas foi o caminho de Santiago quem redefiniu a filosofia do Real.

E por extensão, a filosofia do próprio futebol mundial.

Em tempo:

Foi dos raros presidentes que sabia bater pênalti!


Um comentário:

  1. Bem distante da história do futebol da Cataluña. Por susposto, desde sempre torci contra!

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Comentários