17 de dez de 2015



Existem muitas lembranças sobre a estreia de Star Wars, ou melhor Guerra nas Estrelas, em Recife nos anos 70. Mas será que as lembranças são verdadeiras ou apenas truques da memória?
Guerra nas Estrelas começou a ser anunciado nos jornais no dia 10 de janeiro de 1978. O filme havia sido lançado próximo ao verão americano de 1977. A demora se justifica pela época. Os filmes e discos demoravam cerca de seis meses para chegar da Europa e EUA ao Nordeste tupiniquim.
Guerra nas Estrelas só veio a estrear no dia 30 de janeiro de 1978, uma segunda-feira, vinte dias após o início dos anúncios nas páginas de cinema. O local escolhido para exibição foi o Cinema Veneza, na Rua do Hospício - onde eu morava na época - sendo que a primeira sessão ocorreu ao meio-dia.
O filme concorria com dois longa metragens brasileiros que tinham excelente bilheteria: OS TRAPALHÕES NAS MINAS DO REI SALOMÃO e MAZAROPPI, UM FOFOQUEIRO NO CÉU.
O grande fracasso daquela semana foi um filme em terceira dimensão: FRANKENSTEIN de Andy Warhol. Andy era genial, menos fazendo cinema.
Nem pensei em assistir o filme. Estava mais interessado na natação, na Copa do Mundo que vinha chegando e no filme RITMO ALUCINANTE com Rita Lee. Fui levado ao cinema por meu velhissimo amigo Olegario Lustosa Cantarelli Filho - nascemos na mesma semana lá se vão 51 anos.
Confesso que fiquei extasiado com as perseguições das naves espaciais. Nunca havia visto algo tão espetacular e real no cinema. Principalmente quando as naves passeavam entre as estruturas/prédios - truque que depois virou água com açúcar.
A primeira metade do filme era bem chatinha. Não sai com vontade de ver de novo.
Mas os efeitos especiais e a música realmente marcaram época. Principalmente quando lançaram a música em ritmo de discoteque.
Ou seja: o filme não virou coqueluche entre os jovens - fato que aconteceria com HAIR, dois anos depois.
Semanas depois foi substituído pelo belo NEW YORK, NEW YORK no Veneza. Um passeio musical com Liza Minelli e Robert de Niro.
Aliás, bom mesmo naquele 1978 foi ORCA, A BALEIA ASSASSINA que entrou em seguida no Cinema São Luís.
ORCA deu bem mais o que falar do que a tal Guerra nas Estrelas.
Pelo menos, até a chegada de Ronald Reagan ao poder.


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