4 de mar de 2015




1944.

Rubem era um esforçado camelô nas ruas de João Pessoa.

Aos gritos e sorrisos, Rubem vendia ROBUSTERINA.

ROBUSTERINA que servia para todos os 'incômodos' da mulher.

Três anos depois, Rubem seria titular do Santa Cruz.

Campeão pernambucano.

Nascido no bairro de Casa Amarela, filho de lavadeira e pedreiro, no dia 7 de novembro de 1917.

Rubem era o caçula da família.

Apaixonado por futebol.

Leitor voraz da vida e façanha dos grandes ídolos do futebol.

Rubem sonhou dar uma vida melhor aos seus familiares.

E lá se foi Rubem tentar uma chance no querido Santa Cruz.

Santa Cruz que abriu as portas de entrada mas fechou a possibilidade de ser titular.

O Great Western não perdeu tempo:

'Vem cá, Rubem!'

Mas o Great Western estava falido.

Rubem foi tentar a sorte na Paraíba.

Mas o futebol paraibano estava pior ainda.

Eis que surgiu a Polícia Militar da Paraíba.

Forte, corajoso, boa praça... Rubem se agarrou ao novo emprego.

Mas a paixão pelo futebol era enorme.

O Portela ingressou na primeira divisão pernambucana.

Precisando de um bom guarda-valas, fez o convite.

E Rubem voltou ao futebol pernambucano.

Folclórico... Rubem jogou no Portela de goleiro e de... zagueiro.

A crise também era braba.

Até que surgiu o Santa Cruz de Palmeira.

Rubem que já tinha quatro filhos não hesitou.

Passou a ser o paredão do clube mais popular do estado.

Uma segurança que dava tranquilidade a Guaberinha e cia Ltda.

Tudo ao som de ROBUSTERINA...


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