1 de mar de 2015




Por LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA, MDM        
WILSON, ZECA E CARLOS ALBERTO


O adeus a Zeca
Recebo um telefonema do amigo Newton Moraes me dando a indesejada notícia do falecimento ontem, em João Pessoa, onde há tempo residia, de Zeca, o ponta-esquerda quatro vezes campeão pelo Náutico nos anos 50. Zeca, de nome José Fernandes de Almeida, começou a jogar nos juvenis do Náutico, numa geração privilegiada de craques que chegaram juntos ao time de cima em meados dos anos 40, sob o comando do mestre Cabelli, entre eles Alcidésio, Carlos Alberto, Dico e Bororó. Esteve uma ou duas temporadas no Fluminense do Rio, retornando ao Náutico em 1950, na formação da grande equipe que iria se sagrar campeã em 50-51-52, tricampeã, e em 1954. Titular absoluto da Seleção Pernambucana nesse tempo, encerrou a carreira no Santa Cruz, fazendo parte do elenco do supercampeonato de 57. No Santa, voltaria a fazer ala com Rubinho, ao lado de quem jogara no Náutico e inúmeras vezes na seleção estadual. Zeca era um raio pela ponta-esquerda, invariavelmente batendo seus marcadores na velocidade (não é possível esquecer os duelos com o lateral Bria, do Sport, incorporados ao folclore do nosso futebol) sempre com a bola dominada, grudada aos pés, jogada que concluída quase sempre com o chute certeiro, cruzado, rasteiro em direção à meta adversária, ou o calculado centro, meio gol à disposição dos companheiros de ataque. Ficou imortalizada na história do futebol da cidade a ala esquerda Alcidésio e Zeca ou, um pouco depois, Rubinho e Zeca, de um tempo em que as linhas ofensivas se caracterizavam pela harmonia do futebol jogado pelo meia e seu companheiro, o ponta ao seu lado. Alas que faziam a diferença, elegendo as melhores equipes, os campeões.
(Numa das fotos, a Geração de 46, Zeca protegido pelo veterano Wilson, e ladeado por Carlos Alberto, o Galo Doido).


Um comentário:

  1. Os textos dos Mestres Lucídio e Edgar descrevem o grande jogador que foi Zeca, fazendo parte da equipe que foi campeã 4 vezes pelo Náutico e no supercampeonato do Santa Cruz, em 1957.
    Além disso, foi titular absoluto da seleção pernambucana durante todos esses anos.

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