27 de fev de 2015




Por LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA, MDM   





Depois de Ademir Menezes, ex- Sport, foi a vez de Orlando, ex-Náutico, brilhar no futebol carioca e nas páginas de O Globo Sportivo nos anos 40. Orlando, o Pingo de Ouro, um tipo mignon, tinha a vocação do gol. Mas não podia ser centroavante. Não tinha físico e a disposição para tanto. Tinha que jogar no meio do campo, fora da área, como meia de armação. Ou mais na frente, como ponta-de-lança. Ainda assim, não deixava de marcar gols. Foi assim a vida toda, mais de uma década, artilheiro, goleador. No Náutico, na Seleção Pernambucana (no célebre Pernambuco 9x1 Bahia, em outubro de 44, na Ilha do Retiro, fez três) e no Fluminense. Artilheiro do campeonato Carioca em 1948 ao lado de Otávio, do Botafogo, o time campeão. O segundo colocado na lista dos artilheiros, logo depois de Ademir, do Vasco, em 1949. Jogou no Fluminense de 1945 a 1952, campeão em 46 (supercampeão) e em 1951 ( ao lado de Telê e de Didi), também campeão da Taça Rio, no ano seguinte, torneio intercontinental em que participavam clubes da Europa e da América do Sul. Jogou ao lado de Ademir em 46 e 47, com a camisa do Fluminense. Fez muitos gols de bicicleta, desde seu tempo em Pernambuco jogando pelo Náutico, e continuou fazendo no Sul, inclusive um com a camisa da Seleção Brasileira, no Sul-Americano de 49, jogo contra a Colômbia no Pacaembu. Uma das fotos anexadas ao post é do gol marcado contra o Vasco, o Expresso da Vitória dos anos 40, decidindo o Torneio Municipal de 1947: Fluminense campeão, 1x0, o resultado da finalíssima. Esse e outros gols, em jogos decisivos, marcaram a carreira de Orlando, o Pingo de Ouro, irmão de Tará, criado e revelado nos Aflitos.  Um artilheiro e um show dentro de campo.


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